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6a. vela de Chanuká: Vamos relembrar a história?

Enviado por em 26/12/2011 – 10:30Sem comentário

Chanuká é uma palavra hebraica que significa “dedicação” ou “inauguração”. A primeira noite de Chanucá começa após o pôr-do-sol do 24º dia do mês hebraico de Kislev e a festa é comemorada por oito dias.Hoje estamos entrando na etapa final, na qual acendemos a sexta-vela e a noite acenderemos a penúltima, a sétima. E antes que Chanuká acabe, vamos relembrar sua bela história!

Por volta do ano de 200 AeC os judeus viviam na terra de Israel, governada pelos Assírios. O povo judeu pagava impostos à Síria e aceitava a autoridade dos selêucidas, sendo, em troca, supostamente livre para seguir sua própria fé e manter seu modo de vida.

Em 180 AeC., Epifânes ascendeu ao trono selêucida. Braço remanescente do império grego, encontrou barreiras para sua dominação completa sobre o povo judeu, e o modo mais prático para resolver isso era dominar de vez a região de Israel (mais precisamente a Judéia, ao sul) impondo de maneira firme a cultura da Grécia sobre os judeus, eliminado, assim, aquilo que os unificava em qualquer lugar que estivessem: a Torá. O rei Antíoco ordenou que todos aqueles que estavam sob seu domínio (em específico Israel) abandonassem sua religião e seus costumes. No caso dos judeus, isso não funcionou, ao menos em parte. Muitos judeus, principalmente os mais ricos, aderiram ao helenismo (cultura grega) e ficaram odiados e conhecidos pelos judeus mais pobres como “helenizantes”, uma vez que ficavam tentando fazer a cabeça do resto dos judeus para também seguirem a cultura grega. Antíoco queria transformar Jerusalém em uma “pólis” (cidade) grega, e conseguiu.

Em 167 AeC,  após acabar com uma revolta dos judeus de Jerusalém, Antíoco ordenou a construção de um altar para Zeus erguido no Templo, fazendo sacrifícios de animais imundos (não kasher) sobre o altar, e proibiu a Torá de ser lida e praticada, sendo morto todo aquele que descumprisse tal ordem.

Na cidade de Modim (sul de Jerusalém), tem início uma ofensiva contra os greco-sírios, liderada por Matityahu (um Cohen, sacerdote) e seus cinco filhos. Após a morte de Matityahu, seu filho Yehudá toma a frente da batalha com um pequeno exército formado em sua maioria por camponeses. Mesmo assim, os judeus lograram vencer o forte exército de Antíoco no ano 164 a.C, e libertaram Jerusalém, purificando o Templo Sagrado. Yehudá acabou conhecido como Yehudá haMacabi, (o Martelo, por sua força).

Yehuda instituiu a festa de Chanuká. Após terem recuperado Jerusalém e o Templo, ele ordenou que o Templo fosse limpo, que um novo altar fosse construído no lugar daquele que havia sido profanado e que novos objetos sagrados fossem feitos. Quando o fogo foi devidamente renovado sobre o altar e as lâmpadas dos candelabros foram acesas, a dedicação do altar foi celebrada por oito dias entre sacrifícios e músicas.

Este foi o primeiro milagre de Chanuká. Um pequeno exército vencer um feroz e maior predador. O segundo milagre é mais sobrenatural e deu origem à festa de Chanuká. Após a purificação da Cidade Santa e do Templo Sagrado (Beit haMikdash), foi constatado que só havia um jarrinho de azeite puro no Templo com o selo intacto do Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) para que as luzes da Menorá, candelabro do Templo fossem acesas, e isso duraria apenas um dia, mas milagrosamente duraram oito dias, tempo suficiente para que um novo azeite puro fosse produzido e levado ao templo para acender a Menorá, como manda a Torá.

 

 

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